Eu sou josé
Eu sou conhecido como josé do egito eu quero hoje me apresentar a vocês, meu bisavô, Abraão, vivia muitos anos em Ur dos Caldeus, pertencia a um povo idólatra, mas Deus resolveu tirá lo dessa terra idólatra para ser o pai dos crentes. Deus prometeu fazer dele uma grande nação e abençoar por meio dele todas as famílias da terra, meu bisavô, abraão, obedeceu prontamente a ordem de Deus e partiu sem saber para onde ia. Só que tinha um problema a minha bisavó, Sarah, era estéreo como eles poderiam, então, ser os progenitores dessa grande descendência eles esperaram 25 anos o cumprimento dessa promessa quando já parecia impossível o cumprimento do que Deus havia falado pasmem vocês, minha bisavó, Sarah, ficou grávida nasceu então um lindo menino e logo puseram nele o nome de Isaque, que festa foi naquela casa, foi uma espécie de ressurreição dos sonhos, meu avô, Isaque, foi criado com tanto mimo que quando Ele desmamou o meu bisavô chegou dar uma festa, eu nunca vi coisa semelhante acontecer. Meu avô Isaque foi um homem muito manso ele era um jovem pacato foi até preciso que meu bisavô Abraão enviasse seu servo Eliesér para a terra de nossa parentela para buscar uma jovem para ele se casar, pensem vocês, já estava com 40 anos de idade, mas tinha consciência que o casamento devia ser com uma jovem que tivesse a mesma crença e os mesmos valores de seus pais por providência divina e em resposta às orações Rebeca uma jovem bela e inteligente foi encontrada e aceitou sair da casa de seus pais para ser a mulher do meu avô, foi amor à primeira vista, minha avó, Rebeca também era estéreo e meu avô Isaque orou por ela 20 anos até que Deus abriu a sua madre, que alegria, enfim as promessas de Deus estavam se cumprindo mais uma vez. A gravidez de minha avó, Rebeca, não foi nada fácil, havia dentro do seu ventre dois meninos, aliás, duas nações e já estavam em conflito mesmo no ventre diante da tristeza da minha avó Deus a consolou dizendo que ela seria mãe de duas nações, mas o filho mais velho serviria ao mais moço, quando os meninos nasceram meu pai Jacó nasceu segurando no calcanhar do meu tio Esaú. Meu pai cresceu para ser o xodó da vovó e meu tio Esaú era o filho predileto do vovô. Meus avós não tiveram muita sabedoria para educar os filhos, na verdade eles despertaram disputa no coração deles, em vez de cultivar a amizade entre eles meu tio Esaú era um homem ímpio, não levava as coisas de Deus a sério, chegou até mesmo vender o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Um dia o vovô, Isaque, resolveu desobedecer à orientação divina chamou meu tio, Esaú, para trazer um prato saboroso afim de abençoa-lo, vovô conhecia e sabia dessa história do que Deus havia dito antes mesmo dos filhos nascerem: - O mais velho servirá ao mais moço. Minha vó, Rebeca, que já escutava conversa atrás da porta chamou meu Pai, Jacó, e disse pra ele se fingir de Esaú a fim de receber a Benção no lugar do meu tio Esaú. Meu pai ficou muito estressado com isso e disse para minha avó que isso não ia dar certo, mas com a insistência dela ele acabou cedendo, meu pai vestiu as roupas do meu tio, fingiu ser ele e meu avô que já não enxergava direito abençoou meu pai como se estivesse abençoando meu tio Esaú, foi uma tragédia quando meu tio chegou do campo ficou muito irado e chegou até a dizer que quando meu avô morresse, ele mataria o meu pai. Minha avó desesperada deu ordens ao meu pai para sair de casa e passar uns tempos na casa de Labão, seu irmão, meu pai não era mais um jovem, nesse tempo ele tinha 71 anos vivia na barra da saia da mãe e com essa idade ainda era solteiro com essa idade ele teve que sair de casa depois de enganar o meu Avô e trair o meu tio. Uma tempestade desabou sobre a sua alma, na mesma noite que saiu de casa, Deus apareceu para ele em sonho revelou-se a ele como Deus de meu bisavô, Abraão e como Deus de Isaque, meu avô. Meu pai ouviu promessas de Deus e fez também algumas promessas pra Deus, foi uma experiência linda naquela noite, quando ele acordou, chamou aquele lugar de Betel, casa de Deus. Ali meu pai conheceu a casa de Deus, mas posso garantir a vocês, meu pai ainda não era um homem convertido. Deus foi tão bom com o meu pai que ele encontrou a casa de Labão e ali ele constituiu família, Labão, sogro de meu pai, e meu avô materno, era muito sagaz e se aproveitou do meu pai, enganou meu pai, explorou meu pai, meu pai teve que trabalhar sete anos para se casar com Raquel, a minha mãe, e no dia das núpcias, meu pai que tinha enganado o meu avô e meu tio, foi enganado, pois astuciosamente introduziram na câmara nupcial a minha tia Lia, coitada da tia Lia, ela não era fisicamente tão bonita com a minha mãe Raquel. Todo o amor de Jacó, meu pai, era dedicado à Raquel, minha mãe, por isso, quando meu pai acordou no dia seguinte viu Lia do seu lado e não Raquel, ficou muito bravo, pois precisou trabalhar mais sete anos para obter a permissão de se casar com a minha mãe, Raquel, na verdade o pai acabou com isso tendo quatro mulheres Lia, Mamãe e mais duas concubinas, Bila e Zilpa. Passaram se 20 anos papai ficou muito rico nasceram ali muitos filhos meu avô materno já não falava direito com ele e meus tios maternos não gostava nem de olhar pra ele mais, papai, então, entendeu que era hora de voltar para a terra de seus pais, minha mãe e as outras mulheres de meu pai concordaram com isso então fugiram escondidos de meu avô paterno juntaram a filharada, os rebanhos e partiram, quando Labão, meu avô, ficou sabendo, ficou irado e partiu pra cima do meu pai para leva-lo de volta se não fosse um anjo ter barrado no caminho teria tido um conflito sério entre eles depois de algumas farpas no caminho enfim eles se reconciliaram fizeram as pazes comeram juntos e vovô até deu alguns conselhos para o meu pai, ah eu estava me esquecendo, papai voltou para sua terra quando eu nasci a minha mãe, amada do meu pai, era estéreo, custou muito para engravidar, nas horas de angústia da mãe ela chegou a dizer que meu pai dai-me filhos senão eu morrerei, meu avô ficou tão angustiado que isso não era competência dele eu não conseguia fazer isso então Deus fez um milagre na vida da minha mãe, então eu nasci quando papai tinha novo 91 anos, nem preciso dizer que me tornei o seu filho predileto, isso me custou um preço muito alto, meus irmãos não gostaram dessa predileção, papai até me deu uma túnica de mangas cumpridas, aquela túnica deu o que falar, meus irmãos não suportavam me ver com aquela roupa especial de mangas compridas, minha mãe estava explodindo de alegria de novo estava grávida outra vez, meu irmãozinho estava para nascer a expectativa era enorme era o caçula da família infelizmente aconteceu uma tragédia, perdemos mamãe no parto de Benjamim, foi muito choro, muita dor, sobretudo para o papai e pra mim, mas papai conseguiu, com o tempo, se recompor, transferindo seu afeto de minha mãe pra mim pra Benjamin, meu irmão, é claro que os meus outros irmãos não gostaram nada disso eu já estava com 17 anos, na minha família, todos eramos pastores meu pai tinha muitos rebanhos e todos nós trabalhávamos juntos cuidando das ovelhas por ser ainda muito jovem com 17 anos papai me enviava na companhia de meus irmãos, filhos de Bila e Zilpa, eles não eram flor que se cheira não, faziam muita coisa errada longe dos olhos do meu pai eu me senti na obrigação de contar tudo pro meu pai o comportamento errado deles, no meio de tudo isso, eu comecei a ter alguns sonhos estranhos, da minha família se curvando diante de mim eu achei que não tinha problema contar isso para os meus irmãos e pro meu pai... foi complicado pra mim, sabe, se as coisas estavam ruins por causa da minha roupa bonita, piorou muito mais depois que eu contei meus sonhos pra eles, meus irmãos com ciúmes de mim passaram a me odiar. Um dia a minha vida deu uma guinada de 180 graus papai me mandou ir ao encontro de meus irmãos em Siquém para saber notícias deles e dos rebanhos, papai sabia que os meus irmãos não gostavam muito de mim, mas jamais imaginava que eles pudessem fazer mal pra mim, eu sem qualquer maldade no coração fui procurar meus irmãos nessa caminhada cheguei até a me perder no deserto aí um homem me disse: - Olha, seus irmãos não estão mais em Siquém não, eles foram pra Dotã. Então parti pra Dotã, procurar meus irmãos, estava muito alegre ao vê-los, pois haviam muitos dias que eles estavam fora de casa, que surpresa desagradável foi pra mim quando eu cheguei meus irmãos me agarraram com toda força e arrancaram com toda a violência minha túnica e me jogaram no fundo de um poço, eu pensei que fosse morrer gritei por socorro chorei, não adiantou nada meus irmãos estavam comendo e se divertindo e nem se importaram com os meus gritos desesperados, meu irmão Ruben até planejou me tirar daquele buraco e me mandar de volta pro meu pai, quando meu irmão Judá viu que o papo entre os meus irmãos era pra me matar ele teve uma sacada inteligente: - Matar josé não vai resolver nada aliás ele é nosso irmão o sangue dele vai ficar nas nossas mãos. Então Judá, muito espertamente, sugeriu que eu fosse vendido para uma caravana de midianitas que estava indo pro Egito discutiram o assunto concordaram com Judá acertaram o preço e me venderam como escravo para o Egito. Tenho que confessar uma coisa, eu me senti tão mal, eu me senti um objeto descartável, meus irmãos não tiveram piedade de mim eu fui arrastado estrada a fora por um lugar muito distante que eu nunca tinha ido fiquei pensando enquanto caminhava que será de mim? E o meu pai como ele vai se sentir, quando não voltar pra casa? Será que meus irmãos vão contar para ele o que aconteceu? Será que meu pai vai me procurar? na verdade eu vivi muitos anos perturbado com essas perguntas sem qualquer resposta fiz uma longa viagem pelo deserto quando eu cheguei no Egito fui revendido, um homem chamado Potifar me comprou, ele era um oficial da guarda pessoal do faraó pelo menos foi morar na casa boa sabe que a comida boa, tinha conforto, na verdade Deus não me desamparou, esteve do meu lado nas noites mais escuras da minha alma, mas apesar de tudo isso, que saudades eu senti do meu pai que saudade eu senti do meu irmão Benjamin. Papai já estava com 108 anos nessa época, certamente devia estar chorando e sofrendo muito tudo isso me atormentava não tardou para que meu patrão e dono visse em mim um jovem muito especial Deus abençoava tudo que eu botava as minhas mãos, então Potifar me confiou todos os negócios da sua casa do seu campo eu me tornei mordomo daquela casa aí houve a benção de Deus fluindo das minhas mãos, os bens do meu senhor começaram a se multiplicar e a crescer, seus negócios iam de vento em popa, quanto mais Deus abençoava a casa do meu senhor por amor de mim, mais confiança ele tinha no meu trabalho, eu deixei de ser um escravo para ser o administrador da casa do meu senhor, mas os meus dias de calma estavam contados, a minha senhora começou a me olhar de maneira estranha furtivamente ela me cercava com os olhos, eu percebi que alguma coisa estava errada até o dia que eu fiquei muito assustado, ela sem qualquer rodeio me chamou num canto e me disse: - José, deita-te comigo. Parece que o mundo desabou sobre a minha cabeça embora fosse jovem eu sabia que estava diante um grande perigo, fui firme com ela dizendo que ir pra cama com ela seria trair a confiança do meu senhor, seria, na verdade, uma grande maldade com ele, e mais, seria um grave pecado contra Deus, mas a mulher não desistiu não, todo dia ela falava a mesma coisa comigo: - José deita-te comigo. Eu até evitava ficar naquela casa pra não sofrer esse tipo de assédio, teve um dia que precisei ir lá pra atender às demandas dos negócios. Ela estava esperando para dar o bote fatal, ela então, sedutoramente, agarrou-me pelas vestes e disse diretamente olhando nos meus olhos: - José, deita-te comigo. Eu não vi outra saída senão deixar minhas roupas nas mãos dela e sair correndo para fora, eu não tive vergonha de fugir não, eu sabia que nessa área não se pode brincar, ser forte é fugir e foi o que eu fiz, eu não me arrependo, ela furiosamente me acusou para os homens daquela casa e mais tarde para o seu marido, ela inverteu os fatos disse pra todo mundo que eu havia abusado dela pagando bem com o mal foi uma tragédia. Ela tinha as minhas vestes nas suas mãos, as circunstâncias eram muito desfavoráveis a mim, ela tinha um forte álibi, mas, sabe, a minha consciência estava em paz, a minha inocência me fortaleceu para suportar todas aquelas acusações injustas que eu sofri, Potifar ficou muito irado comigo e me mandou para o cárcere, um lugar sujo, que dor foi pro meu coração, ser odiado pelos meus irmãos, ser vendido por eles e agora acusado injustamente jogado em uma prisão imunda. Eu não entendia nada, meu Deus e os meus sonhos? Pensei, estão virando pesadelos, acostumado com o conforto da casa do meu pai e na casa do meu senhor, agora estava num cárcere. Os melhores anos da minha juventude eu passei dentro daquela prisão imunda, por bondade de Deus, entretanto, o Senhor ainda era comigo naquele cárcere, logo o carcereiro começou a perceber que tudo que eu punha as mãos Deus abençoava, então ele me confiou todos os presos naquele cárcere foi lindo ver até naquela circunstância o cuidado e a providência de Deus comigo, eu já estava com 28 anos, ou seja, 11 anos depois que meus irmãos haviam me vendido, nesse tempo dois prisioneiros de Faraó tiveram sonhos na prisão e ninguém foi capaz de interpretá-los, Deus me deu entendimento e eu interpretei os sonhos e eles se cumpriram literalmente quando o prisioneiro, Copeiro do farol estava saindo, por causa da minha interpretação tão precisa, eu pedi pra ele: - Lembra-te de mim, interceda junto ao Faraó por mim. Ele se esqueceu de mim e eu fiquei mais dois anos amargando naquela prisão insalubre, muitas vezes eu não consegui entender qual é o plano de Deus, ano após ano e eu ali entre prisioneiros, como um prisioneiro, mas nem sabia eu que por trás dessa providência estranha Deus estava sorrindo pra mim, Deus estava escrevendo nessa hora o capítulo mais emocionante da minha história eu estava preso ainda, quando o Faraó teve um sonho, aliás, dois sonhos, os magos do Egito não conseguiam interpretar os sonhos do faraó, foi nesse momento, então, que o copeiro se lembrou de mim. -A, tem um prisioneiro hebreu que interpretou meu sonho e deu tudo certo. Neste momento, então, Faraó me chamou no palácio e me contou seus sonhos e por bondade de Deus, Deus me deu o discernimento do sonho de Faraó e eu interpretei e o Faraó não teve dúvida, ele confiou em mim, seus dois sonhos tinham o mesmo significado, tratava-se dos 14 anos seguintes sete anos de fartura sete anos de fome, então eu orientei o Faraó o que deveria ser feito nesses anos de fatura para prevenir e suprir o povo nos tempos de escassez o Faraó resolveu me nomear governador do Egito e colocar-me como administrador de tudo no seu vasto reino, eu nem podia imaginar uma coisa dessas saí da prisão prazer o segundo homem do Egito, abaixo apenas de Faraó, o Rei me fez andar de carruagem real num cortejo por todo o Egito e ordenou que todos prestassem reverência a mim, deu-me seu anel sinete colocou em mim roupas de linho e mais, me deu uma esposa linda, e então eu comecei a visitar todas as terras do Egito, construindo celeiros, fazendo muitos investimentos, para armazenar cereais naquele tempo de fartura, o plano foi um sucesso juntamos tanto Cereal que nem podia se contar, nós estávamos preparados para os anos de fome, e eles chegaram, a fome atinge o Egito todo, e todas as outras terras foram atingidas pela fome, a minha família também foi atingida por aquela fome, papai tinha dinheiro, mas não tinha alimento, então sabe o que aconteceu? Os meus irmãos foram forçados a ir ao Egito comprar alimento, quando eles chegaram, logo eu os reconheci, mas eles não sabiam que era eu, fiquei muito emocionado, mas eu não deixei eles me reconhecerem não, na verdade, eu não tinha mais mágoa no coração, prova disso é que quando meu filho primogênito nasceu eu chamei meu filho de Manassés, que significa Deus me fez esquecer das tristezas que eu tive com a minha família, eu precisava aguardar a hora certa para me revelar aos meus irmãos, sabe o que eu fiz? Mandei meus irmãos de volta com alimento para sua terra mas fiquei com meu irmão Simeão no Egito, isso é pra mim uma prova de que eles teriam que voltar, minha exigência é que eles não poderiam voltar para o Egito para comprar mais comida sem trazer Benjamin, o meu irmão caçula, o amado do meu coração, que saudades eu tinha do Benjamin. O dinheiro que eles trouxeram para comprar alimento eu devolvi na boca do saco de cada um deles queria com isso colocou a pulga atrás da orelha deles de certa forma eu me senti muito feliz de saber que meus irmãos e meu pai não pereceriam de fome naqueles anos de sequidão, a fome apertava na terra, meus irmãos precisaram voltar para o Egito comprar mais comida eu soube até que o papai relutou em enviar Benjamin, na cabeça dele eu estava morto e se o benjamim fosse retido lá no Egito como foi Simeão, ele morreria com muitas lágrimas e sem qualquer consolo, a vida perderia o sentido para ele, que emoção foi esse dia, quando eu vi os meus irmãos chegando, quando bati os meus olhos em Benjamin, meu coração pulou dentro do meu peito por pouco eu não estragava a surpresa, precisei me controlar, então armei um banquete e convidei meus irmãos para jantar comigo e depois eu os despedi, mas eu mandei colocar o meu copo de prata na boca do saco de Benjamin, quando eles partiram, já estavam a caminho de casa, eu mandei meus soldados atrás dos meus irmãos fazer uma grave acusação contra eles: - Vocês trataram o chefe do Egito com tanta crueldade, vocês roubaram o cofre de prata dele. Eles protestaram inocência, meus soldados estavam instruídos, o saco onde estiver o meu copo de prata, esse voltará para o Egito como escravo, eles estavam aliviados, pois tinham certeza que eram inocentes. Foram abrir os sacos, um por um, era um alívio total eles eram inocentes, até que abriram o saco do meu irmão Benjamin, lá estava o meu copo de prata, foi um desespero, um chororô total, eles sabiam que se o Benjamin ficasse escravo no Egito, o pai morreria de tristeza, então, todos voltaram ao Egito se humilhar diante de mim, se prostraram diante de mim, e começaram a se humilharem, sentiram-se culpados, nas entrelinhas de boca a boca eu escutava: - Ta vendo, nós fizemos a tantos anos, mais de 20 anos aquilo com José, Deus está pesando a mão sobre nós, está nos punindo agora. E agora a culpa floresce no coração deles, o que eles haviam feito comigo, nessa hora gente, eu não estava aguentando mais, por dentro estava derretendo emoções, então eu fiz todos saíram da sala, menos meus irmãos e eu me declarei a eles e eu disse a eles: - Eu sou josé olha o que Deus fez, não foram vocês que me enviaram pro Egito, me vendendo pro Egito, foi Deus que me trouxe na frente de vocês a fim de todos poderem viver. Eu me lancei nos braços de Benjamin e nós choramos muito como num misto de espanto e alegria, então eu mandei carruagens com muito alimento para o papai e todo o restante da família queria todos bem pertinho de mim e eu fiquei até imaginando a alegria do papai em saber que eu estava vivo e ainda era o governador do Egito, fiquei imaginando aquela alegria no coração do meu pai, eu soube que o meu pai nem acreditou quando os meus irmãos contaram pra ele que eu estava vivo, mas quando ele olhou para as carruagens em vez de jumentos e viu tanto alimento coração dele pulou de alegria, ele resolveu vir ao meu encontro gente eu contei hora por hora, dia por dia para aquele encontro. Quando meu pai chegou, eu nem pude acreditar eu estava tão feliz eu corri pra encontrar meu pai eu grudei no pescoço do meu pai e nós choramos muito, mas muito, que emoção foi aquele dia. Eu disse para o meu pai que eu cuidaria dele que cuidaria dos meus irmãos dando-lhes pão e o melhor da terra do Egito, papai disse pra mim: - Meu filho, agora eu posso morrer, que nada o velho viveu mais 17 anos entre nós, apresentei papai ao Faraó, Ele abençoou o Faraó e o Faraó deu a melhor terra do Egito para minha família e até constituiu meus irmãos como os cuidadores de seus rebanhos. Papai antes de morrer, ao 147 anos, chamou seus filhos, meus irmãos, e abençoou um por um quando ele chegou diante de mim ele me disse assim José, você é um ramo frutífero ou seja José, você é um ramo junto à fonte que estende os galhos sobre os muros fiquei muito feliz com essa profecia de meu pai e realmente, por onde passei Deus me abençoou, Deus foi comigo, a presença de Deus era marcante na minha vida pude ser uma bênção na minha casa e uma bênção fora dela, mas depois que o meu pai morreu, meus irmãos ficaram preocupados que eu fosse vingar-me deles, bobagem, eu disse para os meus irmãos que eu não estava no lugar de Deus, mesmo que eles tivessem tentado mal contra mim Deus o transformou em bênção para a preservação da vida de muita gente, eu tinha clara compreensão disso, por isso, quando meu segundo filho nasceu eu coloquei o nome dele de Efraim que significa Deus me fez prosperar na terra da minha aflição. Pude ver, na verdade, em todas as coisas, a mão de Deus me guiando, na verdade, a minha vida, era apenas um tipo daquele que viria mais tarde, dois mil anos depois de mim, o Salvador do mundo, aquele que abriu celeiros da Graça para alimentar os famintos com o Pão da Vida, com a própria vida eterna, que plano Maravilhoso vivi 110 anos fui fiel ao meu Deus na casa do meu pai, na casa do meu senhor, na prisão e no palácio de Faraó, eu paguei o mal com o bem que Deus me conduziu em triunfo hoje, e eu posso garantir a vocês, valeu a pena, valeu a pena viver na presença de Deus, valeu a pena viver para a glória de Deus.
Eu sou José,
Por: Hernandes Dias Lopes.
Essa história está escrita em Gênesis 12 até Gênesis 50
Irmãos, a história de José nos trás muitas lições, eu gostaria de apenas ressaltar uma das lições que fica em Gn 49:22 - 26 22 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.23 Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. 24 O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel,25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre.26 As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos.
Essa foi a benção que Jacó deu a José, queria apenas destacar o versículo 22, que fala de como José e um ramo frutífero junto à fonte, sabemos que José foi um servo do Deus vivo e que mesmo sofrendo a perseguição que ele sofreu, tudo correu bem no final por esse motivo, ele estava sempre junto a fonte, pois a fonte é o dono da vida, criador do universo, a fonte onde José estava estabelecido era o mesmo Deus que estava com Abraão, Isaque e com seu pai Jacó, a verdade é, que só podemos ser frutíferos quando estamos enraizados nessa fonte que não só sustenta, mas que faz com que produzamos Frutos Saudáveis, Que nós possamos refletir sobre a vida de José, que aponta para o próprio Cristo, um exemplo a ser seguido.
By: Pr Hernandes Dias Lopes